A construção de um terminal portuário na altura do Encontro das Águas (confluência do Rio Negro, de água escura, com o Rio Solimões, de água barrenta), um dos pontos turísticos mais importantes da Amazônia, é motivo de polêmica na capital amazonense. De um lado, uma grande empresa de logística defende a obra. De outro, ambientalistas e moradores de um bairro da cidade querem o porto em outro lugar.
O movimento que se opõe à construção alerta para possíveis danos ambientais e sociais irreversíveis. A companhia que quer fazer a obra, a Lajes Logística (associação da Juma Participações, empresa sediada em Manaus, com a Log-In Logística Intermodal, um dos maiores operadores logísticos do Brasil, que surgiu como subsidiária da Vale e abriu capital em 2007) acena com a criação de centenas de empregos e investimento de R$ 200 milhões.
Nesta quarta (31), a Justiça Federal determinou o tombamento provisório do local como monumento natural e a suspensão imediata do licenciamento ambiental do chamado Porto das Lajes, terminal portuário a ser construído em área próxima.
De acordo com a liminar, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deverá declarar o tombamento provisório do Encontro das Águas até que seja concluído o definitivo. A juíza responsável estabeleceu o prazo de 180 dias para a conclusão do procedimento.
Fonte: globoamazônia
sexta-feira, 2 de abril de 2010
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